O mercado de trabalho para entregadores de mercadoria cresceu muito nos últimos anos.
Com o avanço do e-commerce, dos aplicativos de entrega, dos marketplaces e das lojas que vendem pela internet, empresas de todos os tamanhos precisam de profissionais para transportar produtos com rapidez e segurança.
Hoje, o entregador pode atuar com moto, bicicleta, carro, van ou caminhão, dependendo do tipo de carga. Além de CLT ou MEI. Saiba detalhes!
O mercado para entregadores de mercadoria…
A profissão ganhou espaço porque consumidores desejam receber compras cada vez mais rápido.
Por isso, supermercados, farmácias, restaurantes, lojas virtuais, transportadoras e centros de distribuição contratam ou credenciam entregadores com frequência.
O profissional pode realizar entregas urbanas, rotas fixas, fretes rápidos, entregas expressas ou transporte de pequenas mercadorias.
Em muitos casos, a demanda aumenta em datas como Black Friday, Natal, Dia das Mães e períodos promocionais.
Para se destacar, o entregador precisa ter pontualidade, organização, cuidado com o produto, boa comunicação e conhecimento básico de rotas.
Além disso, quem usa veículo próprio deve manter documentos, manutenção e equipamentos de segurança em dia.
Diferença entre entregador MEI e CLT
A principal diferença está no vínculo de trabalho. O entregador CLT trabalha com carteira assinada para uma empresa.
Portanto, ele segue horários, regras internas, escala definida e recebe salário mensal.
Já o entregador MEI atua como prestador de serviço. Nesse formato, ele tem CNPJ, emite nota fiscal quando necessário e pode atender diferentes empresas ou clientes.
No entanto, também assume custos como combustível, manutenção, seguro, internet, impostos e equipamentos.
O modelo CLT oferece mais estabilidade e direitos trabalhistas. Por outro lado, o MEI pode ter mais liberdade para escolher horários, rotas e parceiros.
Ainda assim, a renda do autônomo varia mais, pois depende da quantidade de entregas, da distância percorrida e da demanda da região.
Benefícios de trabalhar como CLT
O entregador contratado pela CLT conta com direitos como salário fixo, férias, 13º salário, FGTS, vale-transporte, descanso semanal remunerado e possíveis benefícios oferecidos pela empresa, como vale-refeição, plano de saúde, seguro de vida e adicional por periculosidade, quando aplicável.
Esse formato combina melhor com quem busca previsibilidade financeira.
A empresa também costuma fornecer orientações, uniforme, sistema de rotas e, em alguns casos, o veículo de trabalho.
Benefícios de atuar como MEI
O entregador MEI ganha mais autonomia. Ele pode trabalhar para aplicativos, transportadoras, lojas locais, marketplaces ou clientes próprios.
Além disso, pode organizar a rotina conforme sua disponibilidade.
Outro ponto positivo é a formalização. Com o CNPJ, o profissional consegue emitir nota fiscal, abrir conta PJ, acessar serviços financeiros e contribuir para o INSS por meio do DAS.
Essa contribuição pode garantir acesso a benefícios previdenciários, desde que o MEI cumpra as regras exigidas.
No caso de transporte autônomo de cargas, o MEI Caminhoneiro possui limite de faturamento maior que o MEI tradicional e recolhe contribuição específica ao INSS.
Renda estimada de um entregador
A renda de um entregador varia bastante. Em regime CLT, o pagamento costuma partir de um salário fixo, que pode ficar próximo ao salário mínimo ou acima dele, conforme cidade, empresa, categoria e jornada.
Benefícios também aumentam o valor total recebido no mês.
Já o entregador MEI pode faturar de forma variável. Quem trabalha poucas horas pode ganhar uma renda complementar.
Porém, quem atua em tempo integral, aceita boas rotas e controla custos pode alcançar ganhos maiores.
Em geral, a renda depende de fatores como região, tipo de veículo, quantidade de entregas, combustível, manutenção e taxas das plataformas.
Por isso, o ideal é calcular o lucro real, não apenas o faturamento bruto. O entregador autônomo deve descontar combustível, revisão, pneus, seguro, celular, internet e impostos.
Como se tornar um entregador de mercadoria
O primeiro passo é escolher o tipo de entrega. Quem pretende fazer entregas leves pode começar com bicicleta ou moto.
Já cargas maiores exigem carro, utilitário, van ou caminhão.
Depois, regularize seus documentos. Para veículos motorizados, mantenha CNH compatível, licenciamento, seguro e equipamentos obrigatórios.
Em seguida, cadastre-se em aplicativos, transportadoras, empresas de logística ou lojas da sua cidade.
Quem deseja atuar como MEI deve abrir CNPJ pelo Portal do Empreendedor, escolher a atividade adequada, pagar o DAS mensalmente e emitir nota fiscal quando o contratante solicitar.
Também vale organizar uma planilha com ganhos e despesas.
Para vagas CLT, prepare um currículo simples, destacando experiência com entregas, conhecimento de rotas, categoria da CNH, disponibilidade de horário e responsabilidade com prazos.
Depois, procure oportunidades em supermercados, farmácias, transportadoras, centros logísticos e sites de emprego.

Vale a pena trabalhar como entregador?
Sim, o mercado de entregas oferece boas oportunidades, principalmente para quem busca entrada rápida no mercado, renda extra ou autonomia profissional.
No entanto, o melhor modelo depende do perfil de cada pessoa.
Quem prefere segurança pode escolher a CLT. Quem deseja flexibilidade pode atuar como MEI.
Em ambos os casos, planejamento, disciplina e atendimento de qualidade fazem diferença para crescer na profissão.





